Um dia repleto de descobertas e encantamento marcou a visita dos estudantes do 2º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Scherer ao Museu Etnográfico Casa dos Açores, também conhecido como Museu de São Miguel.
A atividade, além de educativa, proporcionou as crianças uma verdadeira viagem no tempo, mergulhando nas raízes culturais que ajudaram a moldar a identidade da região da Grande Florianópolis.
Logo na chegada, o olhar curioso dos alunos revelava a expectativa pelo que iriam encontrar.
O casarão histórico do século XIX, imponente e repleto de memórias, abriu suas portas para receber a turma com histórias que atravessam gerações.
Cada sala, móvel e peça exposta revelavam fragmentos da vida dos colonos açorianos que se estabeleceram na localidade de São Miguel, em Biguaçu, há séculos.
Localizado a cerca de 20 quilômetros do centro de Florianópolis, o museu é administrado pela Fundação Catarinense de Cultura (FCC) e foi inaugurado em 4 de março de 1979, após um cuidadoso processo de restauração.
O espaço integra um belíssimo conjunto arquitetônico ao lado da Igreja de São Miguel Arcanjo, da antiga chácara e dos arcos do aqueduto — símbolos vivos da colonização açoriana e madeirense.
Com um acervo diversificado de móveis, roupas, utensílios e objetos do cotidiano, o Museu Etnográfico Casa dos Açores preserva e difunde a memória luso-brasileira, estimulando o conhecimento histórico de forma viva e sensível.
Além disso, também promove a cultura contemporânea, com exposições de artistas catarinenses e produtos do artesanato local.
A visita faz parte de uma iniciativa pedagógica da escola para aproximar os alunos do patrimônio cultural da região.
“Nosso objetivo é que os estudantes compreendam de onde vêm muitas das tradições que vivenciamos no dia a dia. Estar nesse espaço histórico torna o aprendizado mais significativo e inesquecível”, destacou a Denise Scheid, diretora geral da escola estadual Profa. Maria de Lourdes Scherer.
Em entrevista ao jornalista Dela Oliveira, a estudante Maysa Helena Barros Castro, de 7 anos, afirmou: "Foi muito legal esta visita, pois aprendemos várias coisas, como fazer o farelo da farinha de mandioca. E foi legal também poder correr, brincar e conhecer um canhão".
Entre histórias, curiosidades e expressões de admiração, os estudantes deixaram o museu com os olhos brilhando — e a certeza de que conhecer o passado é um passo fundamental para valorizar o presente e construir o futuro.
Texto e Fotos: Jornalista Dela Oliveira / jornalistadelaoliveira@gmail.com




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